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Escrito por FENADADOS  17/07/2016
Previdência Social deficitária é mito
Crédito : Félix Pereira/Fenadados

O governo golpista instalado no Brasil quer, sem qualquer sombra de dúvida, implantar no País o projeto neoliberal derrotado nas urnas. O plano é acabar com o Estado social e implantar o Estado mínimo, o que significa dizer que a maior parte da população ficará excluída de projetos de amparo social como Saúde, Educação, Moradia etc.

 

A Reforma da Previdência entra neste contexto excludente. Com a desculpa falaciosa de que há déficit no sistema providenciário, os golpistas insistem em defender uma reforma desumana, que deixará de fora do sistema milhões de brasileiros e brasileiras, tendo em vista que em alguns estados do Brasil a expectativa de vida mal chega aos 65 anos, idade mínima defendida pelo governo.

 

Eduardo Fagnani, professor de Economia da Unicamp, demonstrou durante o 19º CNPPD que, na verdade, é a contabilidade oficial que fabrica este tal déficit, pois registra apenas a contribuição do trabalhador e a do empregador, mas esconde a do governo, estabelecida pela Constituição Federal.

 

A Previdência Social é, na verdade, superavitária. O rombo propagado se dá, além da não contabilização da parte do governo, pelas isenções fiscais, que chegam a R$ 300 bi, sendo que desses, R$ 127 bi são no âmbito da Previdência Social.

 

Previdência Complementar também está sob ataque

 

O ataque à Previdência se estende também aos Fundos de Pensão, que existem para equilibrar os proventos de aposentados, mas está sendo tratado, pelos golpistas, como oportunidade de negócios para o ‘mercado’. 

 

O assalto à poupança dos trabalhadores e trabalhadoras se dará, caso o golpe não seja derrotado, retirando dos trabalhadore(a)s a representatividade na gestão dos Fundos de Pensão.

 

Antonio Bráulio de Carvalho, da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão, chamou atenção para o perigo de aprovação do PLP 268/16, que pretende acabar com a paridade entre as representações dos trabalhadores e dos patrocinadores nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, além de extinguir eleição direta para a Diretoria Executiva desses fundos. 

 

Assista ao vídeo produzido pela Fenadados em apoio às mobilizações marcadas para este 8 de março e contra as reformas da previdência e trabalhista.

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